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Mirla Fabiane
Livro do Momento:

Ando a ler aos poucos... :)
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Lista de Autores Presentes no blog
- Anne Bishop (4)
- Becca Fitzpatrick (2)
- Charlaine Harris (3)
- Diana Palmer (2)
- J.R.Ward (4)
- Jacqueline Mitchard (1)
- James Van Praagh (1)
- Karen Marie Moning (1)
- L.J.Smith (3)
- Lesley Pearse (1)
- Linda Howard (3)
- Marion Zimmer Bradley (1)
- Milene Emidio (1)
- Nicholas Sparks (3)
- Nora Roberts (13)
- P.C. Cast e Kristin Cast (1)
- Sandra Brown (1)
- Sherrilyn Kenyon (2)
- Stephenie Meyer (2)
- Torey Hayden (1)
- Trish Morey (3)
- Vicki Lewis Thompson e Jo Leigh (1)
Top Pessoal:
- Nunca me Esqueças - Lesley Pearse
- A Saga da Baía de Chesapeake - Nora Roberts
- Nunca te Perdi - Linda Howard
- Tesouros Escondidos - Nora Roberts
- A Saga das Pedras Mágicas - Sandra Carvalho
- Trilogia das Jóias Negras - Anne Bishop
- Saga Mortal - JD Robb (Como é que eu me esqueci de uma das colecções em que sou viciada? -.-)
Acerca de mim
WishList
-> Juliet Marillier - O Filho das Sombras
-> Juliet Marillier - A Filha da Profecia
-> Nora Roberts - As Jóias do Sol
-> Nora Roberts - As lágrimas da Lua
-> Nora Roberts - O coração do Mar
-> Guillaume Musso - Estarás Aí?
Quero imensos, que agora não me recordo :D Depois actualizo a lista!!
Amigo:

Vou repetir o que centenas de pessoas andam a dizer:
"Eu senti!" - Meu Deus. Que treco lareco que me ia dando!
Estava muito bem aqui no quarto da residência, começou tudo a tremer, a cadeira parecia estar a andar à roda, as janelas a fazer barulho... e Eu a pensar que não estava boa da cabeça!
Até que me entra a minha colega de quarto a dizer "Sentiste??? Houve um sismo!".
Ps: Andam a falar que o sismo teve uma magnitude de 6? (Uite uiu!)
Aqui está a noticia:
"Violento Sismo sacode Portugal:
Um violento sismo de seis graus na escala de Richter sacudiu esta madrugada a zona Sul de Portugal.
O tremor de terra foi sentido em Lisboa, Setúbal, Évora, Beja e Algarve.
O epicentro do sismo foi em pleno Oceano Atlântico, a cem quilómetros do Cabo de São Vicente.
Até ao momento não foram registados estragos."
In, Correio da Manhã (sempre actualizados :P)
(Meu Deus, são quase 3h da manhã e eu em vez de ir dormir ando aqui acordada. Amanhã nas aulas é que vai ser!)
Bem, eu criei este blogue para falar de livros, mas não vou ser presa por fugir ao tema :D Eu tinha de contar isto! Foi tão... engraçado. (Agora penso que sim).
Então, na sexta feira, tive aula de condução. É verdade, ainda não me livrei disto, mas agora não tenho ido às aulas, tenho estado fora da terrinha (saudades) e não dá. Mas não interessa.
Estava eu muito bem, a aulinha a correr com normalidade, até que... Pum!
Isso mesmo! Pum! Estava parada à entrada de uma rotunda, daquelas que têm duas vias de acesso. Como estava a dizer, estava eu muito bem paradinha, quando o "meu" carro anda alguns centímetros para a frente. O meu primeiro pensamento foi "Ai Meu Deus! O que é que eu fiz de mal?". Virei-me para o meu instrutor e vi-o de sobrolho franzido. Tinham-nos batido por trás! Ele saiu do carro para ver se o carro estava estragado, olhei pelo espelho e vi um senhor já de certa idade a conduzir, com uma senhora ao lado. Para nossa sorte, não ficou nem com um arranhão, já do carro do senhor que bateu, não posso dizer o mesmo.
Para cúmulo, o velhinho acelerou o carro e fugiu!!! Já não existem velhinhos como antigamente :P
O meu instrutor entrou, olha para mim e diz: "Fogo, isto só acontece contigo".
Ah... Só para compreenderem o comentário do instrutor: Eu tenho tido assim um pouquinho de azar no que toca ao carro... Primeiro, furei um pneu (Lucky), depois tive de ser eu a mudar o pneu, o que vale é que a chave se estragou e teve de ser o instrutor a mudá-lo porque tem mais força. Depois, fui para o auto estrada, o carro começou a deitar fumo (Imenso fumo) e quando saímos do auto estrada, parou de andar. Depois, pois, ainda não acabou, os piscas deixaram de dar. Tive de andar lá a aprender com mudar as lâmpadas. E por fim (ufa), a bóia do gasoleo (será que se chama assim?) avariou!
Digam-me lá se o carro não me adora? :D
Agora não me recordo a ordem dos livros que li. Vou falar deles apenas, sem ordem de leitura.
Sempre adorei a escrita da Torey Hayden. É maravilhosa a forma como consegue descrever temas tão fortes e ao mesmo tempo prender-nos ao livro. Antes de tudo, é importante salientar que as histórias escritas por ela são reais! Apenas mudam os nomes dos personagens por questões deontológicas.
Quando o livro saiu, só descansei quando o comprei (será que existe algum clube do estilo “Livroólicos Anónimos”?). Ainda tive esperança de poder ganhá-lo em algum passatempo, mas a sorte não estava do meu lado.
Ao inicio fiquei meio desiludida com o livro. Não sei. Este é um livro diferente dos anteriores, a própria autora o diz.
Nos anteriores, ela era professora de alunos com deficiências quer mentais que físicas. Tinha uma turma com quem interagia diariamente. Nesses livros, desde o inicio assistíamos a crianças normalmente marginalizadas a criar laços com uma estranha. Alguém que se importava com elas.
Ao contrário dos vários profissionais pelos quais as crianças passavam, Torey desenvolvia uma relação de amizade com elas. Não se tratavam apenas de casos.
Neste livro, a história centra-se na vida de Kevin, um rapaz com 15 anos (uma idade com a qual Torey não está habituada a lidar) e de uma menina com 7 anos (se não estou em erro).
Aqui, desde o inicio que ela fazia comentários do género “É tão feio”, coisa que não fazia nos anteriores. Ela não conseguia compreende-lo, o que era normal, visto o seu passado ser uma incógnita. (Mesmo quando ele melhora, ela percebe que melhorou por querer, não por causa dela, pelo menos directamente. É claro que as suas técnicas ajudaram)
Mas qual o problema do rapaz “enjaulado”? (Esta foi uma alcunha criada pelos funcionários, pois o adolescente colocava-se sempre debaixo das mesas, rodeado de cadeiras. O Menino não falava, não comunicava com as pessoas.)
Ao inicio, as suas sessões com Torey são frustrantes, até que ela começa a adoptar métodos quase ridículos para médicos especializados. Ela lia-lhe livros, cantava canções com ele, anedotas… Coisas normais… Que o fizeram falar com ela.
Mas para frustração dela, ele fala apenas com ela. Fora da sala de onde se realizam as sessões, ele volta a ser o mesmo miúdo, fechado em si mesmo.
Depois de algumas sessões, Kevin, começa a demonstrar várias facetas. Algumas delas mais violentas (chega a agredir Torey), outras mais artísticas, onde desenha com uma minuciosidade incrível. Mas, a parte assustadora, é que os seus desenhos mostram actos violentos demasiadamente detalhados (mortes, órgãos a sair das pessoas mortas).
Ao mesmo tempo que os progressos são notórios, Torey começa a perceber o desejo de vingança existente em Kevin em relação ao padrasto. Aos poucos, começa a contar coisas do seu passado. Mas sem registos e ao falar com determinadas pessoas, Torey não sabe no que há-de ou não acreditar.
O menino começa a falar de certas atitudes violentas por parte do padrasto. Fala-lhe da sua irmã mais nova, das suas aventuras com ela (cuja existência Torey chega a duvidar), e da sua morte, provocada pelo padrasto.
Vai ser difícil lidar com este adolescente, cuja vida é desconhecida. Sem documentos, sem nada.
Paralelamente a esta história, Torey inscreve-se num programa de “Irmãs mais velhas”, ou seja, ser a irmã do “faz de conta” de crianças que precisam de crianças que precisam de ajuda. A ela, calha-lhe uma miúda de nariz empinado, convencida e mentirosa. Mais tarde percebe que tudo isto é uma defesa criada pela menina.
A miúda começa a estar constantemente na sua casa, começa a fazer parte da sua vida. E ela, como “coração mole” que é, não consegue dizer que não. Vai ser interessante ver a evolução da sua relação com a criança.
Como estava a dizer, ao inicio não me estava a entusiasmar com o livro, estava entediada. Mas depois, não consegui parar de ler até ao final. Quando começamos a descobrir o passado de Kevin, um passado sombrio e violento, vemos que o menino não é assim tão mentiroso como diziam. Afinal, tudo o que ele dizia era verdade, tudo tinha uma razão de ser. É tão interessante ver como o passado de uma pessoa influencia tanto o seu futuro. É interessante ver as barreiras que uma criança consegue criar. Houve uma coisa que me marcou, algo que o Kevin disse.
Ele disse que às vezes era bom ser louco, ao menos davam-lhe injecções que faziam com que não sentisse nada. Que esquecesse tudo o que lhe tinha acontecido.
Não é assustador uma criança pensar desta maneira? Em todo o livro eu não consegui deixar de pensar: "Meu Deus! Como conseguem tratar miúdos inocentes desta maneira?".
Para juntar a tudo isto, o seu melhor amigo (que estava a trabalhar consigo) é despedido por ser homossexual. Aqui junta-se esta questão problemática, e vemos, que até uma criança consegue ver que isso não tem nada a ver com o trabalho. Pelo que me descreveram dele no livro, era uma pessoa fenomenal. Fiquei com imensa pena quando "saiu" da história, e houve uma cena que me fez chorar até quase morrer afogada (exagerada!). Uma cena, que acontece depois de ser despedido. Ele encontra-se com a Torey num bar, sentam-se e ele apenas diz isto:
“Sabes, este mundo é um lugar engraçado. Se eu fosse nazi, haveria quem defendesse o meu direito constitucional de odiar judeus. Se eu pertencesse ao Ku-Klux-Klan, alguém defenderia o meu direito de odiar os negros. Um lugar engraçado este mundo. O ódio tem direitos. O amor não.”
Digam-me, não é forte?
É um livro que descreve cenas fortes, não tanto como os anteriores. Faz-nos ver a realidade como ela é, e não numa névoa ilusória.
Existem muitas ideias a retirar neste livro, algumas maravilhosas, outras arrepiantes.
Quem nunca leu um livro desta autora, recomendo vivamente. É maravilhosa. E é tão bom ver como alguém consegue fazer tão bem a tanta gente.
Vou deixar outra frases que gostei do livro (não mostrotodas, porque não me recordo das páginas :D), tem a ver com a existência de Deus, a perspectiva do Kevin.
"Nenhum Deus faria um mundo onde houvesse tantas pessoas que não têm um único ser que as ame. Se o mundo tivesse sido feito segundo um plano, haveria pessoas suficientes para toda a gente ser amada."
E a explicação dele para a morte de muita gente: "Mal do coração. É como um cancro invisivel. Está no nosso coração. Pode-se senti-lo. Come-nos por dentro. É o que se tem quando não se faz seja o que for para além de nascer. O coração nunca é utilizado. E por isso apanha-se o mal do coração e o coração degrada-se. Muitas vezes, antes de o resto do corpo se degradar. Só que isso não tem importância porque, uma vez morto o coração, também estamos mortos."
Não se esqueçam: É um livro forte, com cenas simplesmente horriveis de violência.
Sinopse:
Quando a técnica de educação especial Torey Hayden aceitou ocupar-se do jovem Kevin de 15 anos, encontrou um miúdo a quem o mundo exterior causava pânico e que vivia fechado num mutismo voluntário No entanto aquela era apenas a parte visível de um abismo de sofrimento.
Em todas as instituições por onde passara, consideravam-no um caso perdido e a própria Hayden sentiu-o como um vencido e compreendeu que só por milagre conseguiria ultrapassar os muros que ele construíra à sua volta. Mas Hayden tem um coração maior que o mundo e sentia-se incapaz de desistir dele. Pouco a pouco foi descobrindo uma história chocante de violência e abandono e um terrível segredo que um indiferente processo burocrático tinha simplesmente esquecido.
Séculos e Séculos mais tarde o blogue voltou a ser utilizado por uma descendente directa da antiga utilizadora, Sara Inês. Ahaha :D Kidding!